sábado, 31 de julho de 2010

FICHAMENTO COMENTADO.

FICHAMENTO COMENTADO.

Bibliografia:

QUINTILIANO, Aylton.A Guerra dos Tamoios.Rio de Janeiro, Reper, 1965.P.19-24.

O INDÍGENA. II

“Inicialmente, devemos conhecer a vida dos Tamoios antes da chegada dos europeus.

Só podemos compreender, em verdade, as futuras relações inamistosas entre os Brasis e o os portugueses, se conhecermos, um pouco mais do que superficialmente, o estágio de civilização a que haviam chegado até aquela época.Seus costumes, suas leis, suas crenças, suas relações de produção.’’(QUINTILIANO, p.19).

Comentário.

QUINTILIANO aborda a importância de travarmos conhecimento ao conjunto de propriedades e qualidades na qual se mantinha em contínua atividade de vida os Tamoios, antes da chegada do europeu. Seu cotidiano, costumes, leis e crença, seus conhecimentos e sabedorias, no qual podiam prever chuvas e as grandes marés, observando as estrelas, a lua e o sol. Conheciam as relações entre os seres vivos e o meio ambiente, os hábitos dos animais, os locais que frequentavam, as trilhas que percorriam e a época de amadurecimento dos frutos que lhes serviam de alimento. Acumularam saberes sobre a propriedade medicinal dos vegetais.

Os Tamoios aram o grupo Tupi que há mais tempo situava no litoral da Baia de Guanabara até Ilha Grande.

“... Da mesma forma, o exame da história demonstra que o homem foi primeiramente caçador e pescador. E a seguir foi pastor, e só depois veio a dedicar-se á agricultura...” (QUINTILIANO, p.20).

“Por outro lado, nômades pescadores e caçadores, os indígenas passaram ao estágio da agricultura, sem nunca ter domesticado um só animal.”( QUINTILIANO, p.20).

Comentário.

QUINTILIANO nós remete a uma reflexão quanto à história de todos os povos ideologicamente a passagem obrigatoriamente por vários estágios de civilização para evolução, ou seja, o homem não passou pela idade do metal obrigatoriamente sem passar pela idade da pedra polída e não pode ter passado por este estágio de desenvolvimento sem antes ter passado pela idade da pedra lascada.Cada um desses estágios representa uma mudança na luta por sobrevivência, no qual desenvolveram a linguagem, e assim como os ritos, neste período, todos humanos viviam de caça e da coleta de frutos sendo nômades no qual nesta época não produziam seus próprios sustentos, passando por muitas transformações até chegarem à moradia fixa. O autor afirma que os indígenas desta região não viviam como povo nômade, viviam em terra férteis ao qual cultivava seus próprios elementos, sem a necessidade de domesticar animal, ou seja, priorizavam a liberdade.

“Viviam reunidos em aldeias ou tabas, que se localizavam nas pequenas elevações, em terra férteis, e nas pequenas proximidades da floresta e do rio. Ao passar dos anos, sentindo a perda da fertilidade das terras, mudavam a aldeia para outro local, mas sempre mais próximo possível do chão em que antes habitavam.”(QUINTILIANO, p.21).

Comentário.

Segundo o autor QUINTILIANO os Tamoios viviam em uma densa floresta, rica de Ibirapitanga (pau-brasil) havendo dessas árvores eram tão grossa que três homens não conseguiriam abraçar o tronco, não sendo uma arvore frutífera, porem fornecia tinta vermelha no qual os nativos pintavam o corpo.Segundo autor outra árvore mais conhecido era Ygá-Ybirá no qual de sua casca os Tamoios faziam suas igaras que servia de transportes levando-os pelos rios e a grandes distancias.Não sendo nômade, localizavam em terra férteis ao sentirem a escassez da terra migravam-se.As tabas geralmente de quatro a sete habitações de grandes dimensões retangulares sem divisa internas, no centro da taba ficava ocara, local onde realizavam grandes assembléias e reuniões de conselhos.

“As lendas indígenas são de rara beleza. E falam de Coaraci, o sol; Jaci,a lua;Ruda,o deus do amor;Anhangá,o espírito do bosque;Corupira,o protetor da caça;Iara,o o gênio das águas;Boitatá,o fogo-fátuo etc...” (QUINTILIANO, p.22).

“Quanto à religião, acreditavam que Monan criara a terra e os animais. Aman Athoupane criou as águas. E possuíram uma versão do dilúvio: os homens eram maus, perversos, injustos. Monan encolerizou-se e mandou Tata para o mundo dos homens. Tata, que era o fogo do céu, dizimou a todos sobre a terra. A todos menos a Irin Magé, o Noé dos Silvícolas. Salvou-se pela sua bondade. E novamente cultivou a terra e povoou o mundo.” (QUINTILIANO, p.22).

Comentário.

Em relação à religião o autor aborda no começo dos tempos quando o mundo e os diferentes seres não haviam sido criados. Nesse tempo, os humanos e os animais podiam conversar entre si, pois um entendia o que o outro falava com propriedade Monan o criador (Deus) ele criou o céu a terra os pássaros e os animais.

Monan o criador contradiz á uma versão bíblica do dilúvio, conhecida e respeitada por todo povo indígena com Aman, no qual os homens usando de perversidade, injustiça, ambição crueldade, atiçou a cólera de Monan que enviou Tata a terra e obedecendo a ordem de Monan Tata exterminou todos sobre a terra, menos Irin Magé devido sua bondade. É assim a terra foi povoada por Irin Magé, porém novamente a crueldade humana proliferou e Monan mandou Tupan a terra para conduzi-la em todo o tempo.

Lendas indígenas absolutamente belíssima com seus deuses do sol, do amor, das águas, do fogo, dos raios e da tempestade.Espíritos protetores dos animais, bosques. Outro ponto relevante segundo autor a força do maracá instrumento de música para suas danças, feita do fruto da cabaceira árvore frutífera.Quando o maracá era preparado pelo pajé, não era um simples instrumento musical ou de dança mais sim um símbolo de adoração.

Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados.

“Não havendo propriedade particular e possuindo todos os mesmo direitos e deveres, os motivos para discórdia no seio da tribo eram reduzidos ao mínimo. Nem ciúme havia, no seio das famílias.”(QUINTILIANO, p.23).

Comentário.

Segundo o autor a noção de propriedade privada não existia, os nativos viviam livremente sem distinção de direitos e tarefas, quando acontecia divergência na tribo limita-se ao mínimo.

No que abrange o casamento indígena não existia adultério, quando a mulher ou homem não se interessava mais uns pelo outro simplesmente afastavam-se sem ressentimentos para viver com outro.Não tendo noção de propriedade sendo tudo dividido uma maneira própria de organização. As aldeias, em geral, estavam situada em terras férteis, perto da floresta e do rio, para facilitar a agricultura, a caça e a pesca. Cultivavam, em grandes roças comunitárias, mandioca, milho, abóbora, feijão, amendoim, tabaco, pimenta e muitas árvores frutíferas. Plantavam e teciam o algodão, com o qual faziam suas redes de dormir. Fabricavam cestas de cipó, panelas e vasos de barro, machados de pedra, facas de casca de tartaruga, agulhas de espinhas de peixe, e muitos instrumentos musicais de sopro e percussão. Povos alegres, apaixonados pela música e pela dança. Pintavam o corpo e enfeitavam-se com colares feitos de conchas marinhas, penas coloridas de aves e outros produtos.

“A chegada dos brancos provocou, no entanto, importantes modificações, tanto na vida e nos costumes da tribo, como nas suas relações com as tribos vizinhas.”(QUINTILIANO, p.24).

Comentário.

Com a chegada dos primeiros europeus, os índios viviam em aldeias ou tabas espalhadas por todo o território do Rio de Janeiro. A aldeia era a maior unidade política das sociedades indígenas. Cada uma delas tinha autonomia e reconhecia como autoridade maior o seu chefe, tuxaua, morubixaba ou cacique, os nativos transmitiam o que sabiam, apenas através da palavra falada, própria da memória oral. Segundo o autor o indígena passou ater a mulher como coisa, resultando em algumas perversidades e crimes.Quanto seus vizinhos nativos viviam eram mais ou menos pacíficas apenas pelo domínio da cabaceira mais não havia guerra, com a chegada do europeu, principalmente os portugueses foi se modificando a pacificação. Contribuindo para disputa tornou-se mais complexa à medida que a concepção de propriedade e das relações de trabalhos para ambas as civilizações eram entendidas de formas diferentes, e o choque foi inevitável. Principalmente para o branco que continha idéias contemporâneas, mas com pensamento medievais da época.Para os colonizadores os deuses dos povos nativos eram manifestações do demônio e deviam ser repelidos.

Em relação à religião acreditavam que alem do ser humano, todo outro ser da natureza como árvores e animais etc também eram dotados de alma adoravam alguns deuses sendo politeísta, como tupã identificado como raio e trovão acreditavam na vida após a morte temiam os gênios e demônios e os espíritos dos monstros causadores de catástrofes o pajé era uma espécie de sacerdote e mago presidia cerimônia era capaz de entra em contato com forças invisíveis.Seus costumes línguas crenças e tradições são expostos dentro do possível dentro da referente unidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário